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A alma, o corpo e tu.

imagem retirada daqui: 
http://pinup-doodles.blogspot.pt
/2010/11/new-vivienne-westwood
-fragrance-naughty.html
Quando tu consegues tomar consciência que tu não és tu - não a um nível intelectual - porque esse está muito acessível e só não o desenvolve quem não quer ou não se interessa... mas a um nível mais profundo...
Tu deixas de querer ser tu, leia-se os outros: aqueles que têm o teu sangue, aqueles que te "educaram", aqueles que de uma forma ou de outra te marcaram e guiaram o teu caminho, as tuas escolhas, conscientes ou não, os teus hábitos, os teus vícios... e que te trouxeram ao que tu és agora.

De que vale a pena caminhares na rua com os sapatos mais lindos da loja, se te apertam o dedo mindinho ou se escorregas dentro deles, quando os paralelos da rua não são assim tão paralelos, têm altos e baixos, são irregulares e imprevisíveis. E tu, o teu corpo e a tua mente estão nesse jogo, no jogo do medo de não cair no buraco da estrada que te impede de desfrutar do caminho?

Os "sapatos" que tu calças permitem-te voar?
São tão leves que a tua Alma pode calçar, sem sentir o peso da gravidade?
Tão leves que te permitem sentir a terra, a calçada de pedra, o passadiço de madeira, a areia molhada, a água do mar...?

Os sapatos são uma metáfora que escolhi para refletirmos sobre os nossos "pés", o nosso corpo, a nossa alma. Sobre a nossa estrutura, a nossa pele, a nossa sensibilidade.
Olhamos para ela(s)? Tocamos-lhes? Conseguimos senti-las? O que elas nos dizem? Ou gritam?
Ou já só conseguem gemer?
Elas estão feridas? Doem? O que elas te pedem?
Que te adaptes ao calçado ou que compres uns sapatos novos?
Ou que andes de vez em quando sem sapato algum para poderes sentir o calor das rochas aquecidas pelo sol da tarde, a doçura da terra coberta de verde num dia de Primavera, as ondinhas do mar que te massajam as pernas...?

O nosso corpo é o templo da nossa alma, digo isto muitas vezes nas minhas consultas, porque acho que às vezes esquecemos ou não queremos lembrar. Como pode viver a nossa alma num corpo doente, dolorido, inflamado?
E como pode um corpo ter energia e capacidade para se auto-curar se a sua própria alma está encolhida, tolhida pelos espartilhos que colocamos na nossa vida?

E NÃO! a solução da dor, seja ela física ou psicológica, não está no antídoto farmacológico que alivia, mas não cura. A solução está no Amor.
E o amor é cuidado como diz a música de Caetano Veloso:
"quando a gente gosta é claro que a gente cuida..."
então
"onde está você agora?"

Estas são as reflexões de um coração às vezes dorido, mas sempre cheio amor para esse coração que me lê e me sente,
Lea

Comentários

  1. Tão lindo... Sem dúvida, o nosso corpo é o templo da nossa alma! Temos que o manter limpo e arejado para que a alma não atrofie e possa expandir-se, fazendo-nos levitar.
    Obrigada por de alguma maneira me ter ensinado a limpar o corpo e consequentemente libertar a alma.
    Beijinhos Dr.ª Lea

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  2. É isso mesmo Sissa, que o foco esteja sempre no que REALMENTE é importante!!

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